quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Odisséia a 40 graus

Musa, reconta-me os feitos do herói astucioso que muito peregrinou , que desfez as muralhas de tróia ...
conta-me todos os segredos que a guardiã dos sagrados tesouros oculta do olhar profano .
Diz-me então dos preciosos diamantes e rubis que , gestados no seio da mãe terra , se preparam para vir á luz pelos evos do tempo ....
Não , não quero saber das efêmeras “verdades” do homem cotidiano ... das virtudes insanas do socialismo ... das utopias do capitalismo neoliberal... da rigidez dogmática dos fundamentalistas .
Me fascinam os “mitos” , as parcas “memórias” dos milênios ... os grandes feitos heróicos dos titãs ancestrais ... a forma nebulosa dos arquétipos .
Descobrir a “essência” dos subterrâneos ... sentir (pelo espírito) o calor vulcânico das paixões ...
Não aos “detalhes” ... aos “caminhos” prontos ... ou às estradas sinalizadas ...
Procuro olhar agora para onde me “aponta” o Mar revolto ,,, me agrada ver o trabalho incansável do sol ,,, o caminhar imprevisível dos temporais ... a força titânica e perseverante da vida .
Nada do obvio , das respostas prontas , dos finais novelescos previsíveis , das obras fechadas e terminadas ...
Mas, em tudo isso , Musa ... quero estar em uma balsa segura (contigo) e com a minha tribo... não tão somente (solitário) ou em um bote à deriva .

Honório – Junho de 2009

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